Author: Patricia
•quinta-feira, janeiro 08, 2009

Depois de vários meses a dizer que tinha que ir ao cinema (já nem me recordo do último filme que tinha visto), finalmente ontem foi o dia. O filme escolhido foi Austrália, e não me arrependi da escolha.
O filme começa com um tom leve: uma aristocrata inglesa, convencida que o marido a está a trair ( já que é a única justificação que encontra para a sua demora) ruma direito à Austrália, ainda antes da 2ª guerra mundial. À sua chegada é recebida por "um homem de confiança" do marido. A diferença de personalidades e a desaquação do estilo de Sarah ao continente provocam cenas hilariantes. No entanto, a partir da chegada à herdade o tom da história muda porque Sarah toma conhecimento de que o seu marido foi assassinado. Vendo-se a braços com uma propriedade perdida no norte australiano e com um funcionário com poucos escrúpulos, a personagem vê-se obrigada a despedi-lo e acaba com o sonho do marido em mãos. Com a ajuda de Drover e de uma série de nativos, incluindo um miudo "creamy", Sarah vai mostrar de que fibra é feita, conduzindo uma manada pelo deserto. Durante o percurso acaba por surgir uma paixão intensa entre Sarah e Drover, assim como uma grande afeição por Nullah.


Quando a equipa finalmente chega ao porto e assina o contrato, o filme poderia ser dado por terminado. No entanto, os autores decidiram mostrar nos ainda o desenvolvimento da relação, com momentos bons e maus e o ataque dos japoneses.
É um filme extremamente rico em emoções, alternando entre o estilo cómico e o drama, mantendo sempre como fundo as paisagens magnificas australianas. A paisagem australiana é curiosa, enquanto por um lado os desertos nos podem parecer desoladores, por outro são também imponentes.

"If he doesn't do that, he will have no place, no story, no dreams, no nothing"



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