Author: Patricia
•terça-feira, setembro 28, 2010

Quando escreves dizes quem és. Mas tu não és, vais sendo. Dizes eu sou, mas devias dizer eu AGORA sou.

Quando escreves dizes o que te inflama a alma. Dizes que o que te provoca emoção. Dizes o que torna pedra o coração.

Quando escreves, o grito ecoa. Magoa os tímpanos de quem o ouve. E não entendes como pode existir quem não oiça.

Quando escreves queres ser ouvido. Não só ouvido, escutado. Não só escutado, escutado pela pessoa certa.

Quando escreves revoltas-te. A mensagem é tão clara, a recepção tão fraca, a reacção inexistente.

Agora - paras.

O que escreveste um dia? Quem era aquele? Qual era a mensagem? Havia uma mensagem?

Aquela pessoa que um dia disseste – eu sou, já não o é.

Não percebes como. Onde deixou de ser? Onde se perdeu?

A mensagem outrora cristalina, soa obscura. Significados obscuros, destinatários indeterminados.

Pensas – eu não me encontro, como poderia alguém ter-me encontrado então.

Mas independentemente de tudo isso – escreves.

Porque quando escreves és. E quando dia leres – foste.

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1 coisas que dizem por aí...:

On 1 de outubro de 2010 às 02:44 , Rita disse...

Gosto muito do que agora escreves...