Quando escreves dizes quem és. Mas tu não és, vais sendo. Dizes eu sou, mas devias dizer eu AGORA sou.
Quando escreves dizes o que te inflama a alma. Dizes que o que te provoca emoção. Dizes o que torna pedra o coração.
Quando escreves, o grito ecoa. Magoa os tímpanos de quem o ouve. E não entendes como pode existir quem não oiça.
Quando escreves queres ser ouvido. Não só ouvido, escutado. Não só escutado, escutado pela pessoa certa.
Quando escreves revoltas-te. A mensagem é tão clara, a recepção tão fraca, a reacção inexistente.
Agora - paras.
O que escreveste um dia? Quem era aquele? Qual era a mensagem? Havia uma mensagem?
Aquela pessoa que um dia disseste – eu sou, já não o é.
Não percebes como. Onde deixou de ser? Onde se perdeu?
A mensagem outrora cristalina, soa obscura. Significados obscuros, destinatários indeterminados.
Pensas – eu não me encontro, como poderia alguém ter-me encontrado então.
Mas independentemente de tudo isso – escreves.
Porque quando escreves és. E quando dia leres – foste.
1 coisas que dizem por aí...:
Gosto muito do que agora escreves...