A turbulência do mercado de dívida, inicialmente provocada pela Grécia, obrigou os governos a apresentar fortes programas de contenção de mercado. O governo de Sócrates, com Teixeira dos Santos à direita, apresentou um plano ambicioso, que foi aclamado por Bruxelas.
Seis meses depois todos nós sentimos a factura deste plano: taxa extra no IRS e aumento no IVA. Consequentemente, a receita aumenta. O caminho mais fácil foi percorrido.
E quanto à contenção da despesa? Como de costume, as entidades do estado não se importam de gastar o dinheiro que não é deles. Três empresas já anunciaram que vão ultrapassar o limite de endividamente imposto de 7%: Águas de Portugal, Edia e Estradas de Portugal (esta última em mais de 30%). Também a Refer já anunciou que se vai juntar ao grupo.
Também a despesa pública aumentou (não era suposto reduzir?) 3,8% face ao mesmo período do ano passado, com as despesas correntes a crescerem 5,3%.
Dito isto, quais são as perspectivas para os próximos tempos: o estado voltar a seguir o caminho mais fácil, aumentando as receitas à custa de todos nós, para alcançar o objectivo de 7,3% de défice ainda este ano.
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