Author: Anónimo
•domingo, fevereiro 28, 2010
Ora bem, depois de ter longamente espalhado os meus ensinamentos oralmente e de já ter a minha legião de fãs e, consequentemente, de pacientes para o meu novo consultório, aqui deixo um cheirinho dos princípios em que assentará a minha terapia de ponta na área da psicologia. Perguntam vocês: "Mas estudaste psicologia?" Ao que eu respondo: "Nunca, nem no secundário!" Continuam vocês: "Mas então, com que bases é que vais abrir um consultório de psicologia? "Ao que eu poderia responder com um cliché como: "De todos aqueles que mudaram as mentes das multidões, nunca ouvi falar de nenhum que fosse efectivamente psicólogo..."
No entanto, eu não vou dizer nada disso, vou apresentar a mais pura das verdades: o segredo está na economia!
É verdade, os senhores economistas não passaram tantos anos a estudar (e a aprender um único truque tipo cãezinhos como um professor meu teima em afirmar) para nada! Os economistas deram-nos todas as condições para que a nossa vida seja um sucesso! E não, não estou a falar de dinheiro, que me perdoem aqueles que achavam que iam ver aqui a chave do euromilhões... Se ainda continuam a ler esta frase com a esperança que isso aconteça, parem agora, parem, já disse! Não vai acontecer!
Estou aqui para apresentar as leis básicas das relações amorosas e dicas para lidar com as suas vicissitudes.
Ora bem:
Ponto 1 - Todas as relações amorosas representam um custo de oportunidade!
Moral da história: Da próxima vez que uma amiga vir ter contigo a dizer, "Sinto que o não sei quem não é o homem da minha vida, mas tenho tanto medo de estar sozinha" não respondam "Eu compreendo, todos os relacionamentos têm dessas coisas, fases de indecisão, mas vais ver que vale a pena... blá, blá, blá", mas sim "Vê lá bem isso, olha que enquanto estiveres com ele não vais estar com mais ninguém e podes perder a oportunidade de conhecer o homem da tua vida... (sim, porque apresentamos novas teorias económicas das relações e a infidelidade além de até me arrepiar os ossinhos tem a desvantagem de também provocar deseconomias de escala, pelo que posso livremente dizer que não é boa ideia!)".
Ponto 2 - Todas as relações amorosas apresentam uma relação risco - retorno.
Moral da história - Não é boa ideia envolverem-se com aquela pessoa que conhecem desde que nasceram e com quem trocaram cromos do Bollycao a não ser que estejam mesmos interessados nela...
Boa notícia para mim : Eu nunca troquei cromos do Bollycao...
Ponto 3 - Não se deixem levar pelos custos afundados, o que está feito, está feito.
Moral da história: Com este ponto, um bocadinho menos de brincadeiras, afinal de contas, mudou a minha visão da vida. Este aqui é mesmo para ser levado a sério! Nunca prolonguem situações desagradáveis com base no que já investiram, sonharam, viveram no passado. Isso está vivido e passado para o bem e para o mal. O sucesso do futuro depende dele mesmo, apenas e só na vossa capacidade de enfrentá-lo...
E bem, parece que está na hora de parar. Está a chegar aquela hora em que pareço quase uma psicóloga a sério, o que vai largamente contra o propósito deste anúncio do meu novo consultório!
P.S. Um dia admitirei que não sou a maior seguidora destes conselhos nem o melhor exemplo a seguir nestas matérias, mas isso, será um dia, depois de vocês me terem enriquecido a ouvirem estas minhas balelas, no meu consultório xpto com o nome : "Consultório da Dra. Nélia, Especialista em Psicologia Económica, RL"
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3 coisas que dizem por aí...:

On 28 de fevereiro de 2010 às 14:32 , Patricia disse...

É com prazer que constato que finalmente e a teoria amplamente discutida foi consolidada e apresentada. No que diz respeito à relação risco retorna apenas acrescento o principio como os economistas o apresentam: quanto maior o risco maior o retorno e já agora como as nossas mães dizem: quem não arrisca não petisca :-p

 
On 28 de fevereiro de 2010 às 14:49 , Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
 
On 28 de fevereiro de 2010 às 14:51 , Anónimo disse...

Era mesmo isso que faltava!!!
Tens toda a razão!
Mas também, há informação privada a manter! Senão, quebro o esquema de incentivos para irem às minhas consultas...