Escura como o breu de polo a polo
Dou graças a quantos os deuses possam ser
Pela minha inconquistável alma.
Nas garras cruéis da circunstância
Não recuei nem de mim cresceu um grito
Sob os golpes da sorte e do acaso
O meu crânio sangra insubmisso.
Para além deste lugar de choro e ira
Avulta tão somente o horror das trevas
E a ameaça dos anos, apesar disso
Encontra e encontrar-me-á mais destemido.
Não importa quão estreito o portão
Quão pesada a sentença de castigos
Sou eu o senhor do meu destino
Sou eu o capitão da minha alma."
Opinião:
Esta semana fui assistir ao filme que garantiu a Morgan Freeman uma nomeção para o oscár de melhor actor principal: Invictus. Gostei do filme, achei a interpretação de Freeman realmente estupenda e algumas partes conseguiram ser particularmente tocantes, como aquela em que a equipa de rugby ensina as regras do jogo a um bando de crianças de favela. No entanto esperava mais. A história real por detrás do filme é tão forte que penso que se poderia ter feito um argumento muito melhor. Apesar de compreender alguma relutância em dar uma carga demasiado política ao filme, a verdade é que a certa altura o enfoque no rugby é tão absoluto que estamos quase perante um filme de Domingo à tarde.
Esperava igualmente mais da personagem de Matt Damon enquanto líder da equipa, assim como um maior enfoque no poema como fonte de inspiração. Além disso pelo trailer fiquei com a sensação em que havia uma cena em que Freeman dizia a Damon que o povo precisava de um herói… Esperei e não a encontrei no filme.
Ainda assim, não deixa de ser um bom filme e não posso deixar de fazer o paralelo com o Campeonato Europeu de Futebol. Recentemente, foi a única altura em que tivemos Portugal unido a torcer por um objectivo comum. O desporto como ponto de união.
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