Pega na tua mochila. Sente as alças nos teus ombros. Agora começa a colocar na mochila tudo o que possuis, os bibelôs, as colecções, os móveis, os electrodomésticos, a casa e por fim até mesmo as pessoas. Está pesada? Consegues carregá-la?
Imagina que tens um emprego que te ocupa quase 365 dias por ano, que ocupas 90% desse tempo a viajar e que o teu mais recente objectivo de vida é alcançar os 10 milhões de milhas. É assim que conhecemos Ryan Bingham, o autor do discurso acima citado. Ryan passa a vida entre aeroportos, é aí que se sente em casa. Ganha a vida a despedir pessoas e não mantém laços emocionais. Quando perguntam se é feliz, a resposta é indubitavelmente sim.
No entanto, chega o dia em que não é possível negar mais: os momentos em que fomos mais felizes, foram aqueles em que estávamos na companhia de alguém de quem gostávamos. É esta constatação que leva Ryan a sentir-se preparado para optar por algo real. Mas por vezes a realidade tem um sabor amargo e só restam as nuvens, as nuvens agora com um sabor a solidão.
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