•quarta-feira, outubro 15, 2008
Saí há pouco de uma sessão de declamação de poesia dedicada a Ricardo Reis e Bernardo Soares. Como sempre não posso deixar de admirar a escrita do grande Fernando Pessoa, mesmo que a linha de pensamento de Ricardo Reis não vá de encontro à minha. Sempre me impressionou esta filosofia segundo a qual devemos deixar a vida passar sem fazermos ondas para assim, quando o rio chegar ao fim do seu curso, nos deixemos ir sem mágoas nem pesares- "enlacemos as mãos Lídia", "desenlancemos as mãos". No entanto, houve um poema do qual gostei imenso, mas infelizmente não o consigo encontrar na internet. O poema referia uma visão dos sonhos como algo que passa por nós, mas que não são nossos. Tenho o mesmo problema para dois trechos de Bernardo Soares. Um deles falava de um músico de rua estrangeiro. Outro era um diálogo que fazia referência a futilidade.
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