Author: Patricia
•quinta-feira, outubro 16, 2008
A pesquisa genética tem sido e é cada vez mais uma fonte de dilemas morais. Há medida que a ciência avança coloca-se a questão até que ponto é que as novas descobertas podem ser utilizadas sem ferir a moral, sem pôr em questão a própria humanidade. Este assunto tem sido discutido tendo em conta diversas descobertas desde a clonagem até à manipulação de óvulos. De maneira geral defende-se que as descobertas podem ser utilizadas para fins medicinais, mas como em todos os assuntos mediáticos não podemos deixar de parte o perigo da definição dos limites. Isto é verdade para o aborto, a eutanásia e também para o uso de embriões.
Hoje li uma noticia que referia que em Espanha nasceu um bebé seleccionado geneticamente para salvar o irmão. Segundo a mesma fonte, o irmão mais velho do bebé, com seis anos, sofre de anemia congénita grave. Dado que este se trata de um mal hereditário, e que em média em cada 16 embriões que um casal obtém apenas 3 são saudáveis, o casal recorreu à selecção genética do embrião. Este procedimento permitiu o nascimento de um bebé saudável que irá salvar a vida do irmão com uma probabilidade de 90%.
Perante um caso como este à partida ninguém se oporia. No entanto não é preciso extrapolar muito para ver até que ponto esta prática pode ser perigosa se for levada ao extremo. Neste caso está em causa salvar a vida de uma criança de 6 anos, mas e se os pais passarem a querer escolher as crianças que geneticamente estão mais de acordo com os seus desejos? O tempo e a diplomacia irão decidir até que ponto é que esta prática será viável, ou não.
Caso queiram ler a noticia o endereço é:
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