•quinta-feira, abril 07, 2011
Hoje o dia acordou em alvoroço (ou pelo menos os jornais matinais). Portugal pede ajuda externa!
O desfecho há muito previsto (pelo menos pelo guru dos mercados a residir no meu departamento que antecipou que o FMI entrava em Portugal em Abril com 5 meses de antecedência) finalmente ocorreu.
As opiniões dividem-se e dão origem a machetes e mais manchetes:
• Olli Rehn considera “responsável” a decisão de Portugal pedir ajuda.
• Os portugueses têm direito de decidir que não querem este caminho para o país (Bernardino Soares).
• BE diz que o Governo cedeu ao FMI “empurrado” pela banca.
• Imprensa internacional diz: “Portugal rende-se”.
• Fernando Ulrich defende que acto do Governo é de “grande responsabilidade”.
• Santana Lopes: Ajuda externa é um “passo inevitável” para a credibilidade do país.
• Passos Coelho: “Ajuda não deve ser encarada como um acto de desespero mas como um passo para o futuro”
• Pedido de ajuda pode trazer alguma estabilidade à economia e ao sistema bancário (Bernardo Bairrão).
• Pedro Pintassilgo: Este pedido só peca por ser tardio.
• Paulo Azevedo: Não é o fim do mundo.
• Mota Pinto: Ajuda é a prova que o Governo estava a fugir à realidade e a enganar os Portugueses.
• BE: pedido de ajuda vai mergulhar o país numa recessão.
• Filipe Silva: Este pedido de ajuda vai ter impacto imediato no mercado de dívida.
• Empresários de têxteis: não restava outra alternativa.
• Metalúrgicos: É a solução menos má.
• Presidente da CIP: é o desfecho inevitável.
• Moreira da Silva: Não temos alternativa.
• Associação de freguesias: quem governa tem consciência dos erros que cometeu.
• Jorge Armindo: a ajuda não é desejável, mas tornou-se inevitável.
• Luis Nazaré espera para ver modalidade do pedido de ajuda.
• Carlos Martins considera pedido de auxílio positivo para as empresas.
• Presidente da CTP: Este era o único caminho possível.
Parece mesmo que toda a gente tem algo a dizer sobre o assunto, sendo bastante claro (mesmo para quem não conhece as personalidades) que algumas declarações são políticas e outras de mercado.
Vamos entrar em recessão? (mas em que cenário é que não entraríamos em recessão?)
Avizinham-se tempos duros. Mas o custo actual da nossa dívida já há muito que era insustentável.
Vão haver cortes, desta vez sem olhar a cores ou a direitos adquiridos.
Vamos esperar que isto seja o fundo, e que a partir daqui e a partir das reformas que vão acontecer, melhoremos enquanto país, enquanto economia, para deixarmos de ser um país ocupado a disfarçar os erros do passado para começarmos a ser um país a olhar para um futuro.
O desfecho há muito previsto (pelo menos pelo guru dos mercados a residir no meu departamento que antecipou que o FMI entrava em Portugal em Abril com 5 meses de antecedência) finalmente ocorreu.
As opiniões dividem-se e dão origem a machetes e mais manchetes:
• Olli Rehn considera “responsável” a decisão de Portugal pedir ajuda.
• Os portugueses têm direito de decidir que não querem este caminho para o país (Bernardino Soares).
• BE diz que o Governo cedeu ao FMI “empurrado” pela banca.
• Imprensa internacional diz: “Portugal rende-se”.
• Fernando Ulrich defende que acto do Governo é de “grande responsabilidade”.
• Santana Lopes: Ajuda externa é um “passo inevitável” para a credibilidade do país.
• Passos Coelho: “Ajuda não deve ser encarada como um acto de desespero mas como um passo para o futuro”
• Pedido de ajuda pode trazer alguma estabilidade à economia e ao sistema bancário (Bernardo Bairrão).
• Pedro Pintassilgo: Este pedido só peca por ser tardio.
• Paulo Azevedo: Não é o fim do mundo.
• Mota Pinto: Ajuda é a prova que o Governo estava a fugir à realidade e a enganar os Portugueses.
• BE: pedido de ajuda vai mergulhar o país numa recessão.
• Filipe Silva: Este pedido de ajuda vai ter impacto imediato no mercado de dívida.
• Empresários de têxteis: não restava outra alternativa.
• Metalúrgicos: É a solução menos má.
• Presidente da CIP: é o desfecho inevitável.
• Moreira da Silva: Não temos alternativa.
• Associação de freguesias: quem governa tem consciência dos erros que cometeu.
• Jorge Armindo: a ajuda não é desejável, mas tornou-se inevitável.
• Luis Nazaré espera para ver modalidade do pedido de ajuda.
• Carlos Martins considera pedido de auxílio positivo para as empresas.
• Presidente da CTP: Este era o único caminho possível.
Parece mesmo que toda a gente tem algo a dizer sobre o assunto, sendo bastante claro (mesmo para quem não conhece as personalidades) que algumas declarações são políticas e outras de mercado.
Vamos entrar em recessão? (mas em que cenário é que não entraríamos em recessão?)
Avizinham-se tempos duros. Mas o custo actual da nossa dívida já há muito que era insustentável.
Vão haver cortes, desta vez sem olhar a cores ou a direitos adquiridos.
Vamos esperar que isto seja o fundo, e que a partir daqui e a partir das reformas que vão acontecer, melhoremos enquanto país, enquanto economia, para deixarmos de ser um país ocupado a disfarçar os erros do passado para começarmos a ser um país a olhar para um futuro.
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