•terça-feira, dezembro 21, 2010
Fala-se de dependência. Intui-se drogas, tabaco, alcool. Por vezes vamos mais longe e dizemos que uma pessoa é dependente de outra. Mas não costumamos sair muito deste lugar comum (como em tudo na vida aliás).
Mas hoje a dependência que me aflige é outra (e não, desta vez não se trata de chocolate ou sexo).
Algures no tempo inventaram um aparelho que ocupava uma sala. Um senhor disse que havia lugar para 10 desses no mundo. Mas a tecnologia evoluiu e hoje em dia todos somos dependentes – eu, tu, o teu vizinho, o teu primo, o teu pai, se calhar até mesmo o teu avô.
Sais de casa, entras no escritório e a primeira coisa que fazes é ligar esse pequeno aparelho do diabo. Ligas-te ao mundo, às tarefas que deixaste pendentes ontem e aos teus amigos.
Agora e se esse aparelho não funcionar? Não há eficiência, não há produção e não há lazer. Há contudo a obrigação de te fingires ocupado ou produtivo. Mesmo que todos saibam que isso não se verifica. Porque tu não produzes, eles não produzem, ninguém produz.
Dependência. Dependes da electrónica. Dependes das restrições sociais.
Qual das dependências a mais grave?
Qual das dependências a mais idiota?
Qual das dependências a que limita mais quem és, ou o que podes ser ou fazer?
0 coisas que dizem por aí...: