Author: Patricia
•terça-feira, outubro 12, 2010
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Tenho um desejo secreto. Gostava de perceber como (não) funciona este país. Estava aqui a desfolhear (se é que se pode desfolhear um jornal electrónico) o Jornal de Negócios e deparei-me com um conjunto de notícias que me chamaram a atenção. Ora vejamos:
(1) “Subsídio de renda dos magistrados passa a ser tributado” – Para mim a questão que se coloca é –porque é que eles têm subsídio em primeiro lugar? E de 700€? O Estado não lhes paga o suficiente? São considerados um caso de acção social? Tentei perceber, ao que parece os senhores magistrados têm direito a uma casa “pública” no munícipio onde estão alocados ou ao dito subsídio, mas a maioria opta pelo subsídio porque tem casa própria. Portanto, mais uma vez, porquê gastar dinheiro com o dito subsídio?
(2) Os bancários vão passar a descontar para a segurança social, existindo um aumento na taxa paga para a generalidade dos mesmos – excepção feita ao Montepio, que é uma instituição sem fins lucrativos! Alguém me explica como é que um banco pode ser uma instituição sem fins lucrativos? E já agora, como é que uma instituição sem fins lucrativos anda a ponderar adquirir instituições com fins lucrativos (Finibanco, BPN, ...).
(3) Greve no fisco provocado por congelamento das promoções e concursos para admissão. Acho que todos conhecemos a ineficência que existe na função pública portuguesa. Os salários não deveriam ser só cortados, para pôr o sistema a funcionar deveriam ser despedidas imensas pessoas. Mas dado que não há emprego para as mesmas, vamos continuando assim, o que eu até percebo. Mas então porque não realocar as pessoas? Porque não fazer concursos efectivos de mobilidade interna? Não se justifica haver falta de efectivos em alguns serviços quando há tantos excedentários noutros. É este neste país de extremos e de incoerências que vivemos.
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