A semana passada fui assistir ao novo filme de Tim Burton – Alice no País das Maravilhas. Como tem vindo a ser hábito, o filme foi tran
smitido em 3D (com um preço estupidamente alto a acompanhar). Relativamente ao filme não achei nada de mais. Devo dizer que para mim a história original já se encontra um bocadinho esquecida. Mas neste filme o que encontramos não é essa versão, mas sim o regresso de Alice alguns anos mais tarde, agora para encontrar um mundo completamente destruído pelo domínio da Rainha Vermelha.
Uma das coisas que destaco claramente pela positiva é a caracterização. As personagens são claramente estranhas mas muito bem conseguidas nesse contexto. Desde a Rainha Vermelha, ao Chapeleiro, passando pela Rainha Branca (que no entanto achei um bocado irritante).
Gostei igualmente de algumas passagens em específico e da moral por detrás das mesmas. Durante o filme algumas personagens têm dúvidas sobre se esta é “A” Alice. Esta dúvida só se esclarece mesmo quase no fim, aquando uma conversa de Alice com Absolom. Nesta conversa Alice deixa de ser um nome e passa a ser uma atitude. Gostei.
Gostei também do pormenor da Rainha Vermelha se rodear por pessoas que supostamente tinham alguma parte do corpo desproporcional. De facto, no fundo o que todos queremos é ser aceites como iguais.
A Rainha Branca a falar da irmã com um pouco de má língua também foi uma imagem interessante, já que tira um bocadinho a aura de perfeição que supostamente rodeia a personagem.
Destaco ainda pela positiva a interpretação de Johnny Depp, achei simplesmente brilhante. Mais uma vez o actor demonstrou o quão multifacetado é.
Para finalizar deixo uma frase: “As todas as melhores pessoas que conheci são um pouco loucas”.
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