•terça-feira, março 24, 2009
Um fiapo da nascente mais cristalina.
Um fiapo da mais profunda floresta africana.
Um fiapo do ocre horizonte australiano.
Um fiapo da seiva que pulsa nas veias.
Um fiapo dos sonhos mais ternos.
Um fiapo da velocidade mais veloz.
Um fiapo da terra mais fértil.
Um fiapo da neve mais pura.
Um fiapo da flor mais caprichosa.
Um fiapo de uma noite de lua nova.
Junto-os todos, fiapo a fiapo,
Entrelaço-os num nó bem entrelaçado,
Trago-o comigo colorido e cuidado
Para me recordar que a também a vida,
Toda ela beleza e completude,
Não assume uma única matiz,
Quando visa a plenitude.
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